sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Lula reafirma que o Brasil poderá sair mais fortalecido da crise mundial

Ao participar nesta quinta-feira (20) da inauguração da estátua em homenagem ao marinheiro João Cândido, conhecido como o Almirante Negro, líder da Revolta da Chibate, em 1910, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o Brasil pode sair fortalecido da crise mundial. “Essa crise é uma oportunidade para o Brasil sair dela muito mais forte, muito mais rico e tendo mais possibilidades no futuro”.
Diante de milhares de pessoas, reunidas na Praça 15, no centro do Rio, o presidente afirmou que é preciso acreditar que o país vai superar a crise. “Temos que ter confiança de que vamos fazer o país sair dessa [crise] sem sofrer as conseqüências que outros países estão sofrendo.”
De acordo com Lula, a crise ocorreu por falta de regulação do sistema financeiro. “Se eles aprendessem com o Brasil, não teriam sofrido a crise”, disse.
Lula decidiu também mandar um conselho ao presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama. “Obama tem que dizer o que eu disse quando tomei posse em 2003. Eu dizia: ‘Eu não posso errar’. Porque qualquer presidente da elite, quando errar, no dia seguinte está contratado para escrever artigos em jornais, para dar aula em universidade. Um metalúrgico não pode errar, se não seria uma cangalha na cabeça do trabalhador, que ele vai passar 500 anos para eleger outro trabalhador. Porque vão dizer que o trabalhador não tem competência”, afirmou.
O presidente continuou: “Obama, tem que entrar e dizer: 'Eu tenho que recuperar a economia americana’” Caso contrário, ressaltou Lula, crise será atribuída a Obama: “Vão jogar esse desastre dos brancos nas costas dos negros e nunca mais um negro vai ser eleito presidente dos Estados Unidos”.

Brasil quer ampliar parcerias para produzir etanol em outros países

O Brasil trabalha com a hipótese de ampliar as parcerias com países europeus para produzir etanol em um terceiro país, afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após participar da cerimônia de encerramento da 1ª Conferência Internacional de Biocombustíveis, nesta sexta-feira (21), em São Paulo
“Queremos levar a tecnologia de produção do etanol para países africanos como fazemos em Gana onde se produz etanol que é comprado pela Suécia.”

Lula disse estar feliz com a realização da conferência, porque o encontro permitiu a discussão e o esclarecimento sobre os biocombustíveis às 90 delegações presentes. Segundo ele, o governo pretende, a partir de agora, intensificar as discussões em âmbito internacional para diminuir as tarifas que incidem sobre o etanol, diferente do que acontece com o petróleo.

“É muito engraçado que o mundo assinou o Protocolo de Quioto e quer diminuir as emissões de gás do efeito estufa. Entretanto, não colocam nenhuma tarifa no preço do petróleo para as importações e no etanol colocam uma tarifa muito alta. A partir do seminário, penso que o mundo tomou conhecimento do que é o biocombustível, da qualidade, de como gera emprego e como despolui o planeta”.

Lula comentou ainda que conversou com a vice-primeira-ministra da Suécia, que também é ministra das Empresas e da Energia, Mud Olofsson sobre uma possível uma visita ao país, na qual ele gostaria de levar prefeitos das principais capitais brasileiras para que eles conheçam os ônibus movidos a etanol que circulam na Suécia.

Ele enfatizou que as recentes descobertas de petróleo não atrapalham a política de biocombustíveis. Lula reforçou que o governo não pretende exportar óleo cru e sim derivados, por isso o governo pensa em construir quatro refinarias para produzir gasolina especial e exportá-la para os países ricos. “O fato de o Brasil achar muito petróleo não atrapalha em nada, pelo contrário, é uma riqueza a mais para o país.”

Dilma participará de audiência pública na Câmara para debater PAC

A ministra Dilma Roussef, da Casa Civil, virá a Câmara para discutir os impactos financeiros da crise internacional na implementação das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

A audiência pública, inicialmente marcada para o próximo dia 26 de novembro, foi transferida para o dia 3 de dezembro. A reunião conjunta é promovida pelas comissões de Finanças e Tributação; Amazônia; Desenvolvimento Urbano; Desenvolvimento Econômico; Minas e Energia; e Fiscalização Financeira.

O deputado Zezéu Ribeiro (PT-BA), autor de um dos requerimentos para o debate ressaltou que a vinda da ministra Dilma é importante. De acordo com ele, mesmo fortalecida com medidas econômicas do governo, a economia brasileira tem sentido efeitos diretos da crise financeira internacional.

O parlamentar petista acrescentou que nesse momento é necessário fazer investimentos. “Por isso, é necessário reforçar o PAC, trazer sua discussão para o Congresso Nacional e pensar em como podemos colaborar nesse sentido”, disse.

O deputado Paulo Pimenta (PT-RS), também autor de um dos requerimentos para o debate, afirmou que “a presença da ministra é fundamental”. “Vamos saber os planos para os investimentos públicos no País, principalmente antes de votarmos o Orçamento da União para 2009”.


Agência Informes

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Líderes indígenas mobilizam para julgamento da Raposa Serra do Sol no STF

Lideranças indígenas de Roraima já se mobilizam para a possibilidade de retomada do julgamento da demarcação das terras da Raposa Serra do Sol, na próxima semana, pelo Supremo Tribunal Federal.

Líderes da etnia makuxi estiveram reunidos na tarde desta quinta-feira (20) na sede nacional do PT, em Brasília, com Maristella Victor de Matos, assessora da Secretaria Nacional de Movimentos Populares e Frederico Magalhães, que representa a organização do Setorial Nacional de Assuntos Indígenas do partido.

Os caciques Dejacir Melchior Silva, Valuar Alves de Souza e Júlio José de Souza, membro do Conselho Indígena de Roraima, estavam acompanhados pelo prefeito eleito pelo PT de Uiramutã (RR), Eliesio Cavalcanti de Lima, também da etnia mukuxi.

Eliesio, que já é vereador e presidente da Câmara Municipal de Uiramutã, venceu as eleições municipais em uma campanha bastante tensa que teve como principal bandeira a luta pela defesa da demarcação da Raposa Serra do Sol.

“A conquista da Prefeitura de Uiramutã se tornou uma referência para a questão indígena em nosso país, pois o nosso município está localizado dentro da Raposa Serra do Sol. Houve um grande envolvimento das comunidades que assumiram o compromisso de eleger uma liderança indígena do PT para prefeito da cidade. A comunidade assimilou a questão indígena e por isso vencemos uma eleição muito difícil”, afirmou Eliesio. Dos 15 municípios de Roraima, apenas Uiramutã é governado pelo PT.

O prefeito eleito pediu também o apoio da direção do partido no sentido de consolidar ainda mais o canal de comunicação com a futura administração petista. Júlio de Souza afirmou que “a comunidade indígena está pronta para seguir com a sua luta pela sobrevivência, mas esperam que a atuação social da futura administração do PT venha melhorar as suas condições de vida”.

Durante a reunião, Maristella informou aos representantes dos povos indígenas que a direção nacional do PT aprovou a continuidade da participação e apoio à campanha nacional em defesa da demarcação das terras da Raposa Serra do Sol, além da articulação com os parlamentares petistas para o fortalecimento do movimento em vários estados brasileiros.

Dentro das atividades com relação à questão indígena em Roraima, a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) e a Central Única dos Trabalhadores (CUT) promovem nesta quinta-feira (20) um ato político em apoio à manutenção da demarcação da reserva indígena Raposa Serra do Sol. A manifestação terá início às 18h, na sede da Contag, em Brasília (SMPW, Quadra 01, conjunto 02, lote 02 - Núcleo Bandeirante).

Aquisição do Nossa Caixa pelo BB equilibra o mercado, diz Mantega

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta quinta-feira (20) que a compra da Nossa Caixa pelo Banco do Brasil permite manter o equilíbrio entre os grandes bancos brasileiros além de fomentar a competição no mercado.

O Banco do Brasil anunciou nesta tarde a compra da Nossa Caixa por R$ 5,386 bilhões. "Essa aquisição fortalece o Banco do Brasil, pois a Nossa Caixa possui cerca de trezentas agências em São Paulo, onde o Banco do Brasil tinha uma presença pequena em relação aos demais bancos. Agora, ele terá uma presença maior", disse.

De acordo com o ministro, é importante que bancos públicos como o BB e a Caixa, sejam bancos fortes e tenham poder de competição com grandes bancos brasileiros. Ele lembrou ainda que é necessário, neste momento de crise financeira mundial, que o país tenha bancos que não tenham nenhuma restrição de crédito. "O fortalecimento destes bancos podem até acrescentar mais crédito e ajudar a manter o mercado sólido", declarou.

Mantega comentou a fusão entre o Itaú e o Unibanco que passou a ser o maior banco brasileiro. "Agora o Banco do Brasil passou para a segunda posição, logo atrás do Itaú-Unibanco. Vamos continuar trabalhando com bancos públicos sólidos aumentando o crédito e abaixando as taxas de juros", disse.


IG

Nota do PT sobre a crise institucional de Rondônia

Nota sobre Rondônia
O Partido dos Trabalhadores acompanha com preocupação o grave impasse institucional que vive o Estado de Rondônia. O governador Ivo Cassol foi cassado pelo TRE por compra de votos e abuso de poder econômico durante as eleições de 2006 e permanece no cargo, por força de ação cautela, até julgamento de mérito na Corte Superior.

A direção nacional do PT se soma à mobilização de dirigentes, parlamentares, prefeitos e militantes petistas de Rondônia, em defesa da aplicação da lei. A consolidação da democracia em nosso país depende da sociedade mobilizada, do funcionamento pleno e ágil dos poderes constituídos e da coibição dos abusos políticos e econômicos nos processos eleitorais.

Manifestamos nossa solidariedade e conclamamos a população do Estado de Rondônia a se manter atenta aos desdobramentos dessa crise.

Partido dos Trabalhadores
Brasília, 20 de novembro de 2008.

Ministro defende SUS e regulamentação da emenda para financiar saúde

Ao fazer um balanço sobre os 20 anos do Sistema Único de Saúde (SUS), nesta quinta-feira (20) na Câmara, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, defendeu a regulamentação da Emenda Constitucional 29. “Somente com essa medida será possível resolver o problema de financiamento do SUS”, afirmou. O ministro disse que nestes 20 anos “o SUS provou que o grande desafio é a defesa da vida, sem discriminação, para todos, independentemente de sua renda e situação social”.

Ele lamentou, no entanto, que ainda há brasileiros que questionam o SUS. “Se disseminou na população a idéia de é que status ter plano de saúde. O nosso desafio é mudar isso pois todos, mesmo aqueles que têm plano de saúde, acabam recorrendo ao serviços do SUS como o Samu, o sistema de vacinação e de transplantes de órgãos”, afirmou.

O ministro destacou que o SUS é objeto de curiosidade em todo mundo, inclusive nos países desenvolvidos. “Até nos Estados Unidos, o recém eleito presidente considera a saúde o principal problema a enfrentar. A experiência brasileira vem sendo estudada, temos publicações em revistas científicas que mostram resultados positivos das estratégias do SUS, como o programa de saúde da família”, acrescentou.
O deputado Dr. Rosinha (PT-PR), um dos petistas autores da proposta do seminário organizado pela Comissão de Seguridade Social e Família, afirmou que a grande conquista do SUS foi ter garantido cidadania no sistema de saúde. “Antes do SUS, quem não pagava Previdência Social era considerado um indigente no atendimento público de saúde”, afirmou. Apesar dos avanços, Rosinha disse que ainda é necessário resolver problemas de financiamento e de gestão do SUS. Ele concorda com o ministro que o financiamento só será resolvido com a regulamentação da emenda 29.
A deputada Cida Diogo (PT-RJ), que coordenou a primeira Mesa de debates, afirmou que o momento é de consolidação do SUS. “É preciso corrigir erros, melhorar e qualificar a gestão e avançar no financiamento do setor”. Ela também defende a regulamentação dos recursos para a saúde.


Agência Informes