quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Ministro defende SUS e regulamentação da emenda para financiar saúde

Ao fazer um balanço sobre os 20 anos do Sistema Único de Saúde (SUS), nesta quinta-feira (20) na Câmara, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, defendeu a regulamentação da Emenda Constitucional 29. “Somente com essa medida será possível resolver o problema de financiamento do SUS”, afirmou. O ministro disse que nestes 20 anos “o SUS provou que o grande desafio é a defesa da vida, sem discriminação, para todos, independentemente de sua renda e situação social”.

Ele lamentou, no entanto, que ainda há brasileiros que questionam o SUS. “Se disseminou na população a idéia de é que status ter plano de saúde. O nosso desafio é mudar isso pois todos, mesmo aqueles que têm plano de saúde, acabam recorrendo ao serviços do SUS como o Samu, o sistema de vacinação e de transplantes de órgãos”, afirmou.

O ministro destacou que o SUS é objeto de curiosidade em todo mundo, inclusive nos países desenvolvidos. “Até nos Estados Unidos, o recém eleito presidente considera a saúde o principal problema a enfrentar. A experiência brasileira vem sendo estudada, temos publicações em revistas científicas que mostram resultados positivos das estratégias do SUS, como o programa de saúde da família”, acrescentou.
O deputado Dr. Rosinha (PT-PR), um dos petistas autores da proposta do seminário organizado pela Comissão de Seguridade Social e Família, afirmou que a grande conquista do SUS foi ter garantido cidadania no sistema de saúde. “Antes do SUS, quem não pagava Previdência Social era considerado um indigente no atendimento público de saúde”, afirmou. Apesar dos avanços, Rosinha disse que ainda é necessário resolver problemas de financiamento e de gestão do SUS. Ele concorda com o ministro que o financiamento só será resolvido com a regulamentação da emenda 29.
A deputada Cida Diogo (PT-RJ), que coordenou a primeira Mesa de debates, afirmou que o momento é de consolidação do SUS. “É preciso corrigir erros, melhorar e qualificar a gestão e avançar no financiamento do setor”. Ela também defende a regulamentação dos recursos para a saúde.


Agência Informes

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